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:: Segunda-feira, Abril 30, 2007 ::
Fleuma
Como trazê-la...
Dependo do indolor!
Como trazê-la...
Dependo do céu,
Do sol,
Até daquela leve branca nuvem que, mesmo em transparência,
Passa a frente, refrescando, raios poderosos de uma ebulição divina...
Como trazê-la...
Se dependo do subir a bela montanha,
Se dependo de controlar a inquietude, de um interior, mesmo na mais bela vista, dada pelo topo daquela linda montanha, que outrora, me fiz em desejos...
Sento a beira do belo riacho, onde claras águas açoitam mesmo em pureza aquela linda pedra de formato singular,
Esboçada pela natureza para minha simples visão,
Completando cada parte de meu severo olhar...
Não sei como trazê-la...
Não sei como fazê-la...
Não sei como senti-la...
Não sei...
Volto, Meio a ela...
Somente restando aquela fresta, fresta moldada por meu próprio ¿Eu¿...
Não precisaria ir tão longe,
Pois sei que está lá,
Guardadinha com muito carinho, onde ainda luto por entrar...
Tão perto!...
Dependendo apenas desse meu querer, para alcançá-la...
Ficarei aqui sussurrando bem baixinho...
Quem sabe ela escute...
Venha até aqui fora, minha tão procurada Fleuma,
Para que esta minha felicidade se complete...
Dio
:: Gotas de Otimismo 6:55 PM [+]Comments: ::
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:: Sábado, Abril 28, 2007 ::
Encéfalo negro
Mentes que mentem...
Mentes que vão...
Mentes que sentem..
Mentes que mentem...
Mesmo no abortar da Luz,
Em forma seduz...
Reluz...
Renegando sua existência em insistência...
Fazendo inocência...
Mentem...
Nada sentem,
Dentro de um soar ou outro...
As poucos...
Dando volta na montanha,
Andando a toa,
Desentoa...
Sonho da mente...
Outro não sente...
Mente...
O pulsar da aveludada pele fria...
Com impacto nada cria...
Correndo sem sentido...
Como seria lindo,
Em sorriso indo...
Um dia de sol que queima a dor,
Da mesma flor...
Queimada sem pudor...
Gastado em odor...
Pudendo em cor
Dio
:: Gotas de Otimismo 12:48 PM [+]Comments: ::
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:: Sexta-feira, Abril 27, 2007 ::
Bruma
O hilário de um despertar,
Fazendo o otimismo como difícil tarefa,
De um dia do antes brioso, pela vontade única,
Do ir, ir em busca do não existir...
Se prender ao passado ardente em dor,
Do presente no conhecer,
O cefálico amor,
Alivio que nada substitui...
Todas estradas longas,
Feitas em ouro sem brio...
Causando o negável trio,
Guardado no asilado,
Feito em negro,
O antes rubro...
Deu uma mente bruma...
A sobra o anverso
Vou indo!...
Sorrindo.
Ollima
:: Gotas de Otimismo 11:20 PM [+]Comments: ::
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:: Terça-feira, Abril 17, 2007 ::
Lagrimas...
De onde vens
Do coração?
Do pensar?
Do penar?
Do ontem que magoa?
Do hoje que rápido passa?
Do amanhã incerto?
Lagrimas que em transparência molha esta face experiente,
Sem que o perdão venha impedi-la
Às vezes alegria
Sempre tristeza
Quem te traz?
Quando este coração dói
Quando este pensar corrói,
De onde?
Não sei...
Está sempre presente,
Como um presente
Decente
Que não mente
Quem és?...
Atravessa em alegrias
Rasga em tristezas
Não sei que és...
Só sei que a cada dor deste,
Logo presente se faz
Sem pedir
Deforma
Meu sorrir
Transforma meu momento
Lamento
Se ganho
Se perco
Se vou
Se vem
Lá está
Sempre a me esperar
Traz o nada
Mostra o tudo
Basta chegar...
Estou surdo.
Dio Ollima
:: Gotas de Otimismo 10:17 AM [+]Comments: ::
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Duas faces
Às vezes fica muito difícil
Soltar tudo que seu coração rancorosamente obriga,
Trazendo assim a dificuldade de acertar o presente,
Para que não haja imperfeição no desenho do futuro...
Infelizmente o que chamamos de nosso presente perfeito,
Não dependendo exclusivamente do nosso modo de pensar,
Mais também de maus pensantes que vivem sem lógica,
Desordenando assim nossos passos que poderiam ser perfeitos,
Nos obrigando a aceitar o que chamam de erro,
Como base da experiência...
É muito difícil vencer qualquer jogo,
Simplesmente se jogarmos em cima do erro do adversário,
Por mais que o mesmo seja perfeito,
Para isso devemos descartar qualquer imperfeição em nosso modo de jogar,
Esperando assim mesmo que estejamos com larga margem de pontos para que com sua inteligência possamos comemorar.
Descartando o orgulho e se colocando mesmo na vitória,
No lugar dos derrotados,
Para que no próximo jogo não haja condições de falhar...
Lembre-se que tudo que fizermos desnecessariamente,
Não aos olhos alheios,
Mas sim aos nossos próprios olhos,
Estaremos abrindo uma grande fenda,
Para que possa de nossas mãos fugir o poder da defesa,
De nossa consciência,
Deixando com que se transforme no famoso peso da mente
Fazendo com que não fique em paz cm consigo mesmo.
Proporcionando a ti a tão inesperada derrota,
Fazendo com que não deixe alternativas para o acerto,
A não ser a de voltar atrás,
Obrigando com que mude o tão longo caminho já percorrido.
Ollima
:: Gotas de Otimismo 9:23 AM [+]Comments: ::
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:: Sexta-feira, Abril 13, 2007 ::
Mendigo
Chorar por quê?
Se eu que não tenho nada,
Com pés no chão ou não!
Tanto faz.
Ta frio ou calor?
Não ligo.
Noites perigosas?
Não tenho medo, ninguém meche comigo...
Ninguém liga se estou machucado ou não!
Nem eu...
Passado, não tenho.
Porque vivo em uma rotina, chova ou faça sol.
Futuro, eu te pergunto:
O que é isto?
Para mim tanto faz...
Pense um pouco!
Você me critica:
Diz que não trabalho...
Imagina o trabalho que tenho só para comer.
Tenho muito mais coragem que você...
Quero ti ver pegar comida no lixo,
Ou pedir na casa mais próxima.
Andar nu no frio, não fazendo questão de onde está...
Procurar um banco de praça,
Para tirar uma boa noite de sono,
Sem a preocupação de acordar no dia seguinte.
O que é dia seguinte?
Também não me interesso...
De uma coisa tenho certeza;
Tem inveja de não ter minha coragem.
Você não teria coragem de viver,
Pelo menos um dia como eu!
Porque não penso, não sinto nada, não amo ninguém,
Só vivo no presente.
Mais que sabe,
No que você chama de futuro,
Poderá ser como eu...
Só assim poderei te chamar de amigo,
Dividir toda comida que achar,
Já que isto você não faz em seu mundo.
Não se preocupe te ensinarei o viver,
Pois não tenho vergonha de dizer,
Quem na realidade sou...
Ollima
:: Gotas de Otimismo 10:28 PM [+]Comments: ::
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:: Sábado, Abril 07, 2007 ::
Olha pra mim...
Olha para aquele amanhã,
Olhando para este hoje,
Hoje de um ontem trazido,
Ontem sofrido,
Sofrimento vindo para o hoje,
Em seu lindo pensar...
Pensar que a faz quase feliz...
Felicidade vinda da decisão daquele antes ontem...
Ontem que poderia ter formado um hoje perfeito...
Perfeição que a faria um amanhã de Sol...
Sol este que iluminaria o presente,
Presente que um apelo lê...
Leitura que poderá desenhar um sorriso em seu coração...
Coração que tenta se fechar para o verdadeiro caminhar...
Caminhar que a leva a vitória do querer...
Querer formado por um poeta, na bela madrugada do contar em quarto...
Quarto que contado a dedo por quem te adora....
Adorar capaz de mover um mundo claro ou não de seu interior...
Interior que traz a ti a Nobreza...
Nobreza em forma do pensar...
Pensar que funde as duas palavras decisórias...
Decisão que tens a cada olhar de momento...
Momento que trará mesmo trancada, um sorriso azul...
Azul que preferências de força definirá...
Definição onde me faz apelar...
Apelação por ser verdadeiro,
O que um dia leu em meu olhar...
Dio
:: Gotas de Otimismo 11:59 PM [+]Comments: ::
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:: Quinta-feira, Abril 05, 2007 ::
Data do antes
Que tempo!...
Tempo aquele, onde descalço, sentia a pura terra...
Tempo em que nada usava nesta pele,
Onde a delicia da verdadeira brisa acariciava,
Meu pequenino corpo...
Tempo em que o sonho fazia-me puro sonho...
Tempo, tempo...
Tempo real tempo...
Tempo lagrimas puras corriam, por entre uma face angelical,
Que tempo...
Tempo onde a enxurrada lançava-me a frente, por entre o morro,
Feito em doce lama,
Trazendo-me a satisfação...
Tempo saudade...
Sem maldade...
Tempo onde a chegada trazia-me sempre um sorriso,
Tempo onde sem vergonha, na partida chorava...
O cantar,
O sorrir...
O brincar de corre ou esconde...
Tempo menino Rei,
O badalar da igreja, na bela manhã do esperado domingo, sem uma segunda,
O raro doce,
O sonhado sorvete,
A bronca do saber,
O esperado ter,
Tempo nunca ócio,
Nada perdido,
Tempo de grandes valores,
Sempre puder...
Tempo do nome gritado na entrada da noite desconhecida,
Puxa que saudades deste tempo...
Tempo criança...
Tempo onde a bela lua, trazia em seu claro, o parar, para um cavalo olhar...
Tempo onde contava-se o estrelar...
Uma chave ou um cruzeiro,
Nada de dinheiro,
Tempo do sorriso livre...
Tempo delicia, sempre sem malícia...
Na hora do esconde...
Curiosa ave do nascer...
Do esperado homem da barba,
Que trazia tudo,
Que para o grande não era nada,
Do coelho que nunca andava,
Raramente saboreava,
Tempo, tempo...
Tempo que um ciclo completava,
Era tempo da alegria,
Pois nada contava...
Tempo da gerada, que somente um laço no desenho,
Agraciava...
Esperando um sorriso,
Beijo na face,
Muito significava...
Tempo de brincar,
O papel não manchava...
De volta ao morro,
Pois horas não marcava,
A pipa no alto,
Nada cortava,
Bolinha no chão,
Nada quebrava,
Tempo passando,
Tudo chegando,
Morro não tinha
Já crescia...
Hora contada...
Passo a passo,
Vida marcada...
Lua sumia...
Estrela corria...
Para o lado olhava,
A pequena passava,
Um leve sorriso,
Já namorava...
O tempo passava...
Brilho acabava...
A responsabilidade chegava...
Tempo dia,
Não tinha...
Tempo noite,
Temia,
Tempo vida,
Sofria...
O sonhar não vivia,
O esconde não podia,
Já não mais corria...
Do coelhinho,
Sorria...
De nada esperava,
Aquele da barba,
Já sabia,
Não chegava,
Que saudade daquele tempo,
Onde velas não contava,
Quando o ciclo que vem chegando,
Passava...
Um quinto dia,
Depois da mentira que contava...
Onde era um lindo bolinho,
Um sermão passava...
Pena que tudo ia...
Não sorria...
Daquele tempo que tanto sem saber,
Amava,
Sonhava,
Cabelos traziam cores,
Nada preocupava...
Que saudade daquele tempo...
Que tempo!...
Tempo que o amor era puro,
Pois ninguém amava..
Tempo do sapatinho na janela...
Se foi
Acordo alegre,
Sempre com um sorriso,
Na face,
Verdadeiro ou disfarce?
Só tempo...
Que tempo!...
Ollima
:: Gotas de Otimismo 12:30 AM [+]Comments: ::
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:: Segunda-feira, Abril 02, 2007 ::
Pequeno Apelo
Sou de tudo que há o mais belo
Sou de tudo que existe o mais sincero.
Sou muito pequeno, muito indefeso.
Sou o que há de mais perfeito, criado pela Mãe Natureza,
Dependo de ti, de teu corpo, que um dia foi como eu.
Choras, choro também...
Se sorrir, até chuto de alegria!
Dentro desta pequena coisinha, que tanto a incomoda,
Tem um espírito, tem um coração que bate,
Bate com medo de teus atos...
Estas me formando,
Dependo de teu calor, de tua força...
Pense um pouco antes de me tirar do leito em que tu mesmo
Colocastes-me...
Mesmo com forma estranha, tenho vida.
Apesar de não enxergar,
Tenhas a certeza que já te amo,
Puxa que culpa tenho eu?
Se em atos mal pensados, com prazeres ou não tu me criaste.
Pense, posso ser como a ti,
Tendo meu jeito de pensar, sendo orientado a sua maneira.
Espere ao menos me olhar;
É até injusto não poder lutar contra,
Não tenho como correr,
Preciso viver!!!
Para isso dependo exclusivamente de ti...
Apesar dos problemas, saibas que a ti posso dar alegria.
Sei que vou te deixar feia, gorda, chata,
Sei também que vou mudar teu modo de viver
E quando vier, vou a ti com certeza incomodar...
Já parou para pensar, que posso não querer vir mais?
Posso ser bom para você.
Se há neste mundo de sagrado uma palavra,
Poderás ouvir de minha boca, e também...
Podendo dizer sou Mãe...
Sei que estou apelando,
Mais sou vida, como você foi um dia,
Por não ter como me segurar,
A ti peço:
Com este coração que você mesma me deu...
DEIXE-ME NASCER!!!
Ollima
:: Gotas de Otimismo 11:51 AM [+]Comments: ::
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